terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O intervalo entre o fim e o início: “adeus” ano velho.


Cacos de coração espalhados pelo chão de vidro decoram a sala de jantar vazia. Ao lado, batidos votos de um novo ano velho acompanhadas aos votos, amontoam-se novas, velhas pessoas acompanhadas de si mesmas. Velhas novas pessoas repletas de companhias fugazes tal qual o cigarro no fim e o último gole de cerveja igualmentes tornando-se  mais que amigos fundamentais  e necessários.
Pessoas e pessoas reais enquanto sonho de consumo numa prateleira vazia desarticulam-se na sala de estar de sentimentos ausentes, forçosamente presentes em fotos, alegrias destoam-se em fatos onde vidas reais são meros retratos lutando contra o que temos sido, virtuais!
Tive propósitos pecando no propósito de ser. Sonhei sem acordar para o que há aqui. Estou... estamos tal qual a janela fechada no cômodo de visitas, solitária. Somos e permaneceremos violados tal qual o cigarro ainda aceso a queimar. O gole esperado e descartado, temeroso e teimoso a esquentar.
Enquanto doer lembrarei ter cortado os pulsos com a faca cega das paixões inventadas dum mar repleto de barcos sem ancorar.
Se por sorte houver cais que seja num olhar impreciso, o mesmo dos votos as avessas em nosso novo ano velho, que esse adeus seja mais que o olhar fugidio delineando crime que cometemos.
Que seja um ano cheio de alegria. Feliz ano velho.
Helder Santos
00:52 am
04-01-12

9 comentários:

Anônimo disse...

Um ano sem você!

Não responda, sinta.

Carol.

Anônimo disse...

Perdão, não tenho esse direito.
Eu morri, pra mim basta.
Vou me dar ao luxo de ter o direito de não invadir a sua vida. Continuarei sumida por mais um bom longo tempo até ter a coragem de reencontrá-lo.

Numa bem melhor.

Anônimo disse...

feliz ano novo!
que você seja verdadeiramente feliz e perdoe quem não pode ser feliz ao teu lado...entenda como sempre disse entender...
adeus.

Anônimo disse...

ah parabéns pela mensagem...triste porém belíssima...sempre com lindos poemas , poesias, músicas...
não fale de mim com mágoas nem rancor,fiquei triste ao ver que vc não me compreendeu e que pareceu com raiva de mim...tivemos momentos de sonho..de felicidade inacreditável... mesmo na minha confusão e indecisão...foi algo que existiu e que deve ficar na alegria e beleza do passado onde foi real e lindo...seja feliz helder,muito feliz!se não sabe quem sou ou já nem lembra que existi,só quero que me entenda um dia,me perdoe quem sabe e que saiba que você foi muito especial pra mim,ainda é e que não te esqueci,nem nunca irei fazê-lo.
adeus.

Helder disse...

Carol , Caroline =*

Anônimo disse...

Palavras, palavras, palavas (...) Sempre palavras,certo? Quero ver o dia que vão ser externadas e solidificadas no presente. No presente vivo, hábil. Porque quando se olha pra atrás vem tanta coisa ruim? tanta coisa fugaz? TANTA COISA mau/mal feita?

Sabe a última imagem/lembrança viva que tenho?
A da praia não ida, o vinho não tomado e a cerveja quente misturada com aquela fumaça sem graça.
Saudade de alguém presente.

Carol, caroline =*

Leia e delete.
te adoro, pra valer (yn)

Anônimo disse...

Pode escrever alguma continuidade sobre Patrícia? Ela não pode ficar apenas nas postagens antigas.

Um pedido humilde que rasga o orgulho.

Não escreverei/ comentarei mais coisa alguma.
Me espere. Te procurarei.

O nosso reencontro será inevitável.

Anônimo disse...

É perceptível a reciprocidade entre Helder e Carol... A chama que ainda existe entre ambos corações. Se houver o determinismo entre vocês, nada e ninguém vai impedir de concretizar um final feliz nessa história. Seja pela procura, o acaso etc. O que tem de ser, será. E eu que guardo um sentimento especial por ele, fico observando de fora esses lindos poemas não dedicados a mim, a correspondência de Carol, a admiração de tantas mulheres anônimas etc. Tudo demonstra o quanto és amado e especial. Nada disso me causa inveja, insegurança e amor platônico. Mas procuro ser feliz vibrando por tua felicidade, Helder. Pois saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.

Anônimo disse...

Você é, sendo.
Não consigo explicar as minhas mãos trêmulas, minha respiração ofegante, a dúvida que tanto gera esse medo dentro de mim. Um ano e algum tempo a mais. Muita reserva, reserva de tudo.
Sinto verdadeiramente a sua ausência.

Mais continuarei sendo, eu.


Sem mais firmamos o presente.


Carol.