Após anos, ouvir-te soou imensurável. Sensação incomparável ao que vivi
antes, após perder-te. O clamor gritante nos versos destinados a ti nada são
senão música de fundo a voz adulto-jovem fazendo-me rir nessa madrugada de
domingo. Seu nome, canção conhecida e verso próximo, dicionário a partir de
1998, posiciona-se numa intensidade correspondente ao pensamento, indizível.
Nenhum Platão demonstraria em ideia a representação sensível que tenho de ti e
até Platão silenciaria a teu poder, sucumbiria a teu nome. Patrícia, esse sentir
iguala-se ao perfume “ferormônico” cravado em nosso primeiro encontro, ao verso
não dito nos anos de nossa infância e o mel adolescente em sua voz ainda
estridente cantando “um dia de cada vez”. Energicamente te louvo.
O que sou é a
resposta de agora no tempo que desejastes resposta.
O que penso é o
que desejas agora quando pensas em não desejar.
O que sinto é o
que não sentes ao querer sentir...
O que preciso
ter!
“Palavra é fonte de mal
entendidos.” Entendo ,palavras necessárias aos olhos fitando ouvidos, fieis aos
sentidos. De jovens, precoces e imaturos a adultos experientes e bobos, carregamos
soluções antitéticas a nossos dramas. Razão, sou chama queimando possibilidades
de amor numa ansiedade conhecida. Pontuas o presente. Sonho a partir do
pesadelo passado em faíscas tênues do horizonte desse sorriso. Avisto o banho
de chuva em dia de sol, os espinhos doces em sertão florido, as aves terrestres
ao mar. Devaneio... Muda, estatizas inerte o movimento gritante ao negar tais
imagens tentando fugir do “ser bobo” presente, passado em ti, suavizando tua
pureza. No dia que voltastes e fostes, horas uniram-nos como veias bombeando
corações cansados, sorrisos jovens. Quando dormires, sentirá palavra, música a
ninar teus sonhos. “Dorme minha pequena, não vale a pena despertar”. Boa noite.
Helder Santos
09:31 pm
22-01-2012
2 comentários:
Meu coração sangra,
não vejo a hora de voltar
Quando sinto as palavras, o sono inquieto me atormenta, o estar aprisionada me faz reconhecer que tudo acontece por causa minhas erronias escolhas, e isso dói, me intriga, machuca, rasga e me joga no chão como se eu apenas fosse poeira de livros velhos. Hoje eu escolheria não estar viva, hoje eu escolheria estar jogada em uma cama debaixo de longas e calorosas cobertas. Por mim hoje seria um dia chuvoso coberto de trevas e relâmpagos estridentes.
O pior que nisso tudo não tem nada. Apenas a presença de um dia morto.
Vou ficar bem, Eu sei.
Carol.
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