Mar calmo, tal qual sorriso de criança feliz. Paisagem natural, comparável ao primeiro encontro de quem não soube ser do outro quando foram um e outro. Dos sonhos inimagináveis a quem não dorme à realidades oníricas dos insones, passando pelo sono de não dormir, quis quando não soube ter, contradisse sorrisos de criança, paisagens naturais e a infinidade de pequenas, gigantes realidades nunca sentidas a partir do medo em senti-las. Enquanto sua fotografia superlativa o cansaço de não ter sabido admirá-la quando do poder vivenciá-la, reservo-me ao hoje, Patrícia. Sinto-te no olhar às 14 velas de suas mãos aos ouvidos do sopro aniversário de nossa infância, com uma calma que me liberta para o que acontece lá fora, fazendo intenso o que há aqui dentro.
Seu olhar está em mim, tal qual a casa vazia ansiando habitantes, remetendo-me aos dias em que sua franja realçava o sorriso matinal dos sábados e a casa se enchia de alegria em função de ti. Casa e coração seus lêem palavras tão suas e tão minhas que coração, casa e palavras tão nossas colorem sua volta. Parte em nós partilha a parte o que partiu: sua insegurança, Patrícia. Palavras, casa e coração reposam enquanto a caneca laranja ainda morna aquece seu ascender atiçando a cafeína em doses cavalais. Não dormiremos até lá. Somos, seremos o que somos por sermos você e eu: ásperos e doces quando separados, agridoces amargos juntos. Patrícia, sua inevitável volta é música conhecida que sinto ao ver inseguro o texto que seus dedos projetam na mente segura que te lê. Belos, bêbados e loucos sonhos os de sermos um quando separados por algo além dos mapas, longe dos acasos, próximos do insano.
O sentimento que nasce ao te ler, funde-se no que tenho ao avistar diariamente – sem me ausentar um dia – a casa geograficamente sua sem sua presença real por dentro. O sentimento ainda vivo em seu susto vislumbrando o corajoso ato em me ver, ao pé da porta de seu coração, real por dentro, cotidiano e firme quando necessário. Patrícia abre a porta e sente a brisa. Patrícia deixa cair uma lágrima. Patrícia, supro sua falta com nosso amor e assim canto para o amor que me ama. "É só saudade mas"...Ansioso...dói tanto quanto amor.
Helder santos
10:01 pm
10-01-2012
2 comentários:
♥
É você, só você.
Não tem outro caminho, outra rota ou destino.
Continuarei sendo exatamente na medida que ainda és dentro de mim.
Sem mais.
Carol =*
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