quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A cor do fim

Quis um amor que sorrisse com seus olhos.
Sua dor, uma flor, seu calor.
Cantar ao seu ouvido,
Andar ao seu lado, ser seu amigo.

Quis uma flor, uma parte de você em mim
Anunciando cor, adiando o fim.
Plantei sonhos, colhi figos,
Vivi sua poesia sofrendo seus castigos,

Nada adiantou, fui punido e
Mesmo caído, fiz do chão seu abrigo.
Do peito dolorido, afago,
Nas lágrimas viu-se lago

A navegar afoito, a brincar contigo
E do sonho amargo mantive vivo
O novo sabor de ser antigo,
A doçura de ser seu amor altivo.

Helder Santos
11:09 pm
13-08-09

2 comentários:

Anônimo disse...

"...busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos..." ( Mito do Andrógino)

Nem sempre o fim signigica o fim, não é mesmo?
:*

Unknown disse...

" Quis um amor que sorrisse com seus olhos.Sua dor, uma flor, seu calor.Cantar ao seu ouvido, andar ao seu lado, ser seu amigo[...]"

Que lindo! chega d'eo vontade agr :/
oieoieoie, tá, parei professor.