terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ana


Aqui, desmedido , espero sua personalidade
O que é comigo, amigos, como adentrar sua cidade?
Em desejo, contínuo amante, afã de sua verdade.

E o peito grita à boca que abre.
As mãos soam à palavra que sobe
Janela em janela o silêncio monossilábico quebrado em flor parnasiana,
Tem desejos, cor branca, terminação Ana.

Inusitada aponta a linha que nos separa
No mapa. Ao meu lado risca o ponto entre nós
Aproximando-nos ao beijo o abraço que nos ata.
Ali, falante-movimento em sua casa


E o medo para no sorriso que acalenta
O toque fala à mão que nos sustenta
Beijando a face, aproximando os olhos a flor desabrocha
Em cor sem dor romântica seu lábio me toca.

Helder Santos
11:34 am

24-07-2009