Quero e consigo dizer que algo acontece quando te vejo. A velha experiência nova ao contemplar sua Beleza, delinear seus contornos, vagar no que penso ser você. Me ouves, lê em olhos ansiosos o que só alguém como eu poderia ser pra você quando no reflexo deles pintam-se imagens de como seríamos sendo nós. Me vê presença física e moral do que é o homem nos seus sonhos. A sedução em minhas palavras, o toque desengonçado típico dos apaixonados, o gesto tenro na maciez de um olhar.
Não quero e preciso ouvir algum motivo que iniba tais gestos. Nem a crença inexistente na amizade que nunca tivemos ou a pseudo certeza de que não seremos nada conseguem me calar. Não me ouves, deixa de ler nos ansiosos, destemidos tentos olhos o que é destinado exclusivamente a você e num sopro de autosuficiência desnorteia a linha em meus olhos, o plano traçado, a tela
O que vou dizer se uma parte de mim nega e outra parte transborda? Negar que existe amor está na consciência machista dos que não se entregam a tal sentimento. Curiosamente ai estão os que amam mais amando menos, os que satisfazem em você quando te satisfazem à falsa certeza em de ser amada. É você sorrindo em letras garrafais a música gritante-silenciosa que te espera, o desejo a morrer na ausente tela juvenil da beleza.O exato momento para lembrar seu verdadeiro amor. Quando ele, diferente de você, encontrar sua verdadeira cor, a que não rima ao preto e branco fosco nos seus olhos de adeus. Alguém acordou.
Helder Santos
0:28 am
11-09-09
2 comentários:
"É você sorrindo em letras garrafais a música gritante-silenciosa que te espera, o desejo a morrer na ausente tela juvenil da beleza.O exato momento para lembrar seu verdadeiro amor. Quando ele, diferente de você, encontrar sua verdadeira cor, a que não rima ao preto e branco fosco nos seus olhos de adeus. Alguém acordou."
liiindo *-* e vc cmo sempre me surpreendendo cada vez mais se pode-se dizer assim... hehehehehe
Ótimo texto professor!Mto bom mesmo!Parabéns !
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