sábado, 26 de setembro de 2009

Oito

Escurecia quando Patrícia sorriu mais uma vez. Para ela sempre fora especial o sorriso de setembro. Ao redor algumas árvores cantando a força dos ventos enquanto o lago refletia a lua. Brilho, ressonância, cores e sons em quadros de músicas nossas. O rosto aparentava ausência de problemas. Olhos indecisos, atentos, ansiosos e viris. Patrícia chamava por algo indefinido na definição do que é amor. De longe estava a imaginar a paisagem ideal nos olhos de menina. Se só eu via, paciência. Esses são os olhos, essa é a garota. Não precisava de outra se ela estivesse ali, e mesmo não estando, lá estava eu em sonho e real. Medo e comedimento em seres tão distintos. Aflitos e amorosos seguíamos a nossa maneira de sermos seguros no que temos de mais inseguros, em nos amarmos.

Seduzia, contagiava, sabia o que queria, dominava a situação. Patrícia, sedução e domínio, vida e controle. Até pensei poder vencer isso, pensei...luzes , movimento e doçura são maiores que insegurança. Temi, calei observando o espelho dos sonhos límpidos nos olhos de Patrícia. Sempre acredito haver um poder maior que o meu guiando os atos de Patrícia. Ela falando, dissimulando ou pensando seria mais que ela mesma, era o todo num só, um isto de “dD” de aquilo, acervo e atitude, era presença, saúde e doença. Saudades e lágrimas primaveris em setembro.

Helder Santos

26-09-09

11:25 pm

Um comentário:

Unknown disse...

a patricia tava pura sedução hem?!
huahuahuahuahuahuahuauhauha