quinta-feira, 16 de julho de 2009

Entre mãos o tempo, entre tempo! Nosso final feliz.


No futuro, sua pele - imagem nunca esquecida- toca meus olhos com gosto novo. Talvez o medo, a distância concatenando tudo que houve, que não houve. A promessa parcialmente esquecida no algum dia haver. E, sentimos a distancia o cheiro azedo de um fim sem início certo, de um sentimento morto sem presenciar a vida cantada ilusoriamente por você ou por mim. Estamos frios, densos a o não-sentir pernicioso do fim, ao temor desesperador do possível encontro nos levar ao lugar incerto que nos encontrávamos estáticos ao medo de amar. Cansados, inertes a aparente resolução silenciosa das monossilábicas os dedos não redigem, o sentimento não divaga, a boca seca.

No presente, coadjuvantes, convivas vivem conosco momentos destinados a nós como atores principais de uma obra que sabemos ser unicamente nossa, permitimos, acatamos a mão invisível do tempo tomando de nós o que nunca foi deles. Sorrimos alto escondendo em silêncio a dor de estarmos separados. Mais uma vez... E mais ainda, acreditamos piamente no desfecho infeliz de nossos convivas, amantes “sem importância” preenchendo lacunas heterogêneas em nossa homogeneidade.

Do passado, a certeza aparente do melhor final em sermos quase amantes. No presente, amigos levando-nos a riso, lágrimas de felicidade. Nosso final feliz exposto a plataforma temporal do não ser não dignifica em nada o que sentimos sobre o mesmo futuro nos fadando a sonhar com o presente que não vem.

Helder Santos

16-07-2009

21:27 pm

Um comentário:

Anônimo disse...

"Nosso final feliz exposto a plataforma temporal do não ser não dignifica em nada o que sentimos sobre o mesmo futuro nos fadando a sonhar com o presente que não vem."

Triste... E de uma sensibilidade inexplicável!
:*