terça-feira, 16 de abril de 2013

As luas em sorriso





Há algo em seus olhos, um que de mistério e magia indecifrável adentrando no finito em mim. Isto me torna indestrutível. O olhar aprovativo, a doçura submersa em lágrimas, a euforia constante, o grito extasiado, desmedido. Toda nuance de sua personalidade concatenada no que trago e nego. Em todo momento a celestial imagem sublimando desejo, polarizando angústias, medos.
Concentro em mim um ser nunca visto numa perfeição mais que sonhada, buscada ou imaginada. Um viver imensurável iluminando em afetos a paixão desconhecida, o reencontro de seres multicolores, indivisíveis. Sigo seus saltitantes passos vislumbrando um futuro desconhecido à incerteza bipolar em seus encantos. Mudos, ressonantes ou estanques , somos o sol num dia chuvoso, o sorriso no rosto abatido, a paz numa guerra sem armas, o abraço em trégua, a luz , a relva. Nascemos diariamente com a morte de nossas dores tornando-nos Titãs pós-modernos na luta chamada amor verdadeiro.
         O que tens erguendo-me ao lugar mais alto, impondo em ópera monumental a placidez terrena que me leva aos céus? O que és de sutil, devastadora e completa ao ponto me transportar a lugares inimagináveis fundidos ao centro de mim mesmo? Lua, lúcida, púrpura, purificada. Nua, crua, iluminada. Carregas de mim o Sol, o farol... No peito um nó, a voz embargada. Um te amo só, o beijo mor, duas vidas, uma saga.

Helder Pereira
15-04-2013
11:36 pm
        

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