segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Turbilhão de cores sob o mar.


Carrego na ideia versos que não escrevi numa velocidade mais avassaladora que o tempo.

Versos matinais gestados em anos de convivência virtual.

Certezas que transformam fazendo outros domingos meros coadjuvantes de uma vida.

Claro, houve e haverão domingos felizes mas, qual domingo repetirá o domingo de hoje se amanhã será segunda e segundas são chatas?

Domingo , praia, futebol e descanso...

Hoje, domingo mostrou-se observador, sorridente, cauteloso e calmo em sua proximidade distante.

Você, domingo e palhaçadas tremendamente tristes

na alegria de um ventilador barulhento antes, silencioso no filme que vimos.

O cheiro intenso dos novos ventos em seus comedidos lábios de riso simples, nesse domingo

Antecedendo segunda e , se segundas são tristes, há de haver segundas felizes como amanhã após domingos e nós noutro filme.

Filmes numa história a ser contata são filmes vistos num projetor animados pelos olhos de quem vê.

Vislumbro o futuro numa placidez contraditória a ansiedade desses versos.

O futuro é o presente e o presente é o futuro se não sei como será o próximo filme.

Ao lado, o bilhete de ontem em frente ao verso diário dos meus sonhos.

Aos olhos de amanhã um acordeom imita o mar, amor morena de cor maré embalada.

Aos ouvidos , um filme multicolor , amor visceral , o Amar calada,

No filme em cor , ação circense se apaixonando pelo mar da menina sentada a sorrir em verde aos olhos azuis do cantor.


Helder Santos

00:39 am

20/11/2011

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