Carrego na ideia versos que não escrevi numa velocidade mais avassaladora que o tempo.
Versos matinais gestados em anos de convivência virtual.
Certezas que transformam fazendo outros domingos meros coadjuvantes de uma vida.
Claro, houve e haverão domingos felizes mas, qual domingo repetirá o domingo de hoje se amanhã será segunda e segundas são chatas?
Domingo , praia, futebol e descanso...
Hoje, domingo mostrou-se observador, sorridente, cauteloso e calmo em sua proximidade distante.
Você, domingo e palhaçadas tremendamente tristes
na alegria de um ventilador barulhento antes, silencioso no filme que vimos.
O cheiro intenso dos novos ventos em seus comedidos lábios de riso simples, nesse domingo
Antecedendo segunda e , se segundas são tristes, há de haver segundas felizes como amanhã após domingos e nós noutro filme.
Filmes numa história a ser contata são filmes vistos num projetor animados pelos olhos de quem vê.
Vislumbro o futuro numa placidez contraditória a ansiedade desses versos.
O futuro é o presente e o presente é o futuro se não sei como será o próximo filme.
Ao lado, o bilhete de ontem em frente ao verso diário dos meus sonhos.
Aos olhos de amanhã um acordeom imita o mar, amor morena de cor maré embalada.
Aos ouvidos , um filme multicolor , amor visceral , o Amar calada,
No filme em cor , ação circense se apaixonando pelo mar da menina sentada a sorrir em verde aos olhos azuis do cantor.
Helder Santos
00:39 am
20/11/2011
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