segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Presságios do mar.


Preciso de calma para entender o que sinto ou

Uma palavra mágica para descrever o indescritível que

Me depara com a realidade que crio.

Nenhum Platão sonhou como eu e estou acordado

Rugindo o grito insano dos sentimentos que nascem ao contemplar a imagem mais linda, sucumbo, feneço...

Tal qual fênix, ressurjo no inferno do sentir de outro cedendo o som quase mudo do grito dando voz a ti.

Ó morena nos meus sonhos ontem,

Ó luz, céu, estrela , brilha ao renascer reluzindo em mim, dá-me uma cor que não seja silêncio, dá-me grito que não seja preto e branco.

Temendo, tecendo, tremendo, torcendo,

Cato em passos, atos, artefatos ao laço

Solto monossilábico nas conversas de agora.

Não há casal que não inveje pelo fato de não sermos nós,

Ou idiotia que não desejasse dada a incapacidade de minha inteligência.

Me sinto só como grão de areia que voou para fora da praia,

Mais incompleto que uma bola sem jogador a chutá-la.

Parado, vencido, enternecido vilipendiado

Por ser o que sou.

Do que adianta saber o que dizer se fazes do outro movimento poético ausente em teu toque, vivente em tua ideia?

Mais vale não pensar, agir como brutos, ponderar.

Estou distante como o que fomos desejando-o de volta para poder fazer das coisas outras que não essas.

Estou máximo como se o mínimo que fizesse levasse ao triste, fatídico final sem começo.

Cansado, faminto, atônito, tonto.

Me sinto como se sentir significasse tanto quanto pensar em sentir e sentir mais,

Como se somar fosse mais difícil que entender sua adoração a essas palavras e seu ceticismo as mesmas.

Hoje, estou certo que ontem seu sorriso seria esse e esse viria até a mim por sermos próximos distantes no tempo dos nossos seres.

Ontem, ahh, ontem um homem nasceu...

Boa noite, dezembro em Arapiraca.

Helder Santos

08:53 pm

21/11/2011

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