...uma fórmula capaz de apagar o que não aconteceu em julho sublimando “a gosto” o que não sei de setembro.
Para ela, há anos é agosto. Entendo e sinto seus pequenos flertes a julho por ele acatar sem pudor sonhos que sempre sonhamos. Por anteceder o caos “agosto”, em julho entregamo-nos em furor adolescente a messe individual de ser feliz. Perseguindo julho, iludimo-nos em afã setembro desprezando a atenção “a gosto” em sabor julho.
Gélidos invernos, tépidos verões, subliminares outonos e doces primaveras desconhecem o dito “a gosto” nas palavras julho do último mês. Enfáticas palavras sem toque mágico tendendo à silêncio sem temor ou dor.
Ele, por entender “agostos”, renega “a gosto” o sorriso que não sente. Há tanto tento, há quanto tempo? É, é tempo de sentir e as portas de setembro Talvez Queiram algo mais deles, ou desejem fechaduras resistentes ao próximo sorriso em suaves outubros sem acelerar corações, sem medos e idealizações. Seu silêncio gradativamente me afasta, suas escolhas, certas ou não, reprimem libertando, sufocam dando ar, apartam afrouxando a corda que não tecemos , escolha sua.
Para nós, “há gosto” de telespectadores assíduos de uma felicidade que não tivemos, mundos se distanciam, palavras visionárias diluem-se, sonhos e pesadelos somem. É, agosto prende, “a gosto” liberta. Talvez suas escolhas sejam certas, talvez não. Está noite, essa noite, dormirei bem.
11-08-11
02:02 pm
Helder Santos
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