Densas noites de agosto, em meu sorriso, contagiam o coração. Cansado de não entende-lo, tenho dormido mais sem dormir bem. Toda sorte de ansiedades dominam meus sonhos. As pálpebras dilatadas, fiéis telespectadoras de sua ausência, sentem seus sorrisos de felicidade. Cansados, nada pedem os olhos além de sono sem mente com sonho. Sonhando ter um dia sem sonho, olhos que abrem, fecham sem piscar em suas fotos, relembrando, surperlativando poucas memórias, olhos brilham, marejam e dormem.
Mais um sonho. Mente ativa. Seus passos, abraço e toque. O sublime gosto do seu beijo acelerando olhar e sonhos. Se os olhos vêem, oniricamente sentem, registram em lentes passagens em paisagens que não passamos. A mente, cria, recria mínimos gestos num que de consolo e falta. Quase dia, não distingo o que é real do que é sonho. Meu corpo dói e te vejo nalgum lugar futuro.
Acordando, olhos teimam, precisam sintonizar pensamentos. Um despertar em som insólito - “escuridão, noite liquefeita tudo toma forma, do corpo que se deita na escuridão...escuridão, nenhum olhar aceita, tudo se transforma numa cama desfeita na escuridão”- rejeita o dia. Olhos abrem, fecham, fecham, fecham, abrem... fechados. Acordar dormindo e ainda sonhar. Sonho, pesadelo diário. Adeus, sonho real. Noite em meus sonhos, até mais imaginário. “Open your eyes”, bom dia.
10-08-11
11:48 pm
Helder santos
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