quinta-feira, 14 de março de 2013

Lindas leituras em seu nome


Quantas vezes meus olhos pararam frente aos seus suplicando sua volta? Quantas vezes mais, suplicarão? Onde está o olhar, doce paisagem rubra em meu peito? Após homéricas batalhas travadas juntos, de nosso olhar, restou o meu, o seu inalcançável sorriso. Mas, não canso de lutar. Luto por mim, por nós. Noite e dia, chuva e sol, claro e escuro em prol do que chamam beleza e grito farol.
Quantas vezes seus olhos pararam frente aos meus suplicando o que sinto e temo? Onde está o toque suave, tenro? Somos cúmplices do destino que escrevemos por escolha, dos sonhos retalhados pelo tempo. Estamos tão unidos que nos afastamos, tão próximos que nos repelimos, mas, não paramos de amar, de sentir a dor de um só. Podemos ser. Esse poder está distante para não falharmos no poder ser. Decidir o não está diretamente ligado a nossa afirmação futura, então, não...
Vá embora.
Não vá.
Lindas línguas longínquas a falar o idioma-silêncio efusivo proferindo a palavra estamos.Nos confortamos sendo algo que só nós conhecemos: o andar de mãos dadas desconhecido, o beijo roubado não dado, o abraço tímido, a casa habitada em nossos sussurros. Nossa presença. Nossa ausência. O seu-meu* sentir abalado por um mundo que negamos e nos afirma...
Levemente literários, longe da leitura padrão, amamo-nos de mãos dadas ao tempo em que seremos mais que perguntas sem respostas arrancando doces sorrisos. De mãos dadas caminharemos ao oceano açucarado em seu sorriso, aos rios banhados por seus lírios, aos “ls” casados em nosso nome. Escolha sorrir.


Helder Pereira.
15-03-2013
01:55 am

6 comentários:

Anônimo disse...

amamo-nos de mãos dadas ao tempo em que seremos mais que perguntas sem respostas arrancando doces sorrisos.


o anonimato me sucumbe.

Anônimo disse...

Desculpa, por onde anda Patrícia?
(em seus textos).

Curiosidade ou pura v...

Helder disse...

Ela anda no tempo em que fomos mais que crianças...Voltei a ser, ela está adulta...Os loucos também amam.

Anônimo disse...

Te perguntei no blog. Nas postagens, nas lembranças, na saudade ou quem sabe no esquecimento mesmo.

Helder disse...

Houve resposta. Ah, anonimatos são interessantes mas, quando se têm histórias, são bem conhecidos. O mundo é repleto delas. Por isso iniciam, terminam ou continuam. O sentimento que ficou , ficou. O mundo girou. talvez torne a girar, não sabemos o dia que virá. Sem anonimatos, não conseguirá seus objetivos assim.

Anônimo disse...

kkk, apenas acompanho. Esquenta não poeta =*