A imensidão condena o ambiente ao esquecimento.
Horizonte vago e águas distantes, paisagens desérticas no
meu ser.
Árido em lamento.
Sinto-me completo tal qual um copo sem líquido
Preenchido pelo silêncio.
Uma nuvem sorrindo ao desfazer-se
Num céu de um sol fazendo-me derreter...
Sinto dores que não são minhas
Em amores não meus.
Bailo num traçado sem linhas
Rabiscando uma chuva torrencial de Deus.
Uma inundação cética fuzila meu cérebro
Na mesma intensidade que esfacela o coração
Carente em palavras corretas,
Desfeito da promessa em ser eterno.
Helder Santos
3:41 pm
02-02- 2013
Um comentário:
...'Sentindo sozinho sem nem o próprio vazio do silêncio, preenchendo as dores que meu corpo exala por não ter pelo que viver'...pelo que lutar, pelo que aprender, pois tudo o que quero está tão perto e tão distante do meu ser...'
Adorei o seu texto muito bom.
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