sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Páginas da existência

O deslumbramento pelo belo envolve minha mente.
Seria belo o que julgamos ou o que nos falta?
Estou cansado de olhares que nada dizem
E pessoas respirando ares de perfume poluído.

Dos louros da juventude, tragamo-nos nos velhos erros da tenra idade
O tempo em que críamos, talvez podermos ser algo além do que negamos fielmente.
Enganamo-nos, it faut!

A visão obtida é mais clara que a página branca por escrever e nada escreve: remói, tritura, ferve a memória que temos dos dias que não fomos senão, crianças...
Pobres os que como eu, mortais, crêem ser metafísicos

Repetindo com os novos ex-amigos de amanhã momentos que têm somente hoje
Sentindo na pele o preenchimento vazio do presente amanhã nada ser.

Contemplando a página em branco da vida, percebi ter falhado:
Escrevi em linhas, contei estórias a lápis.
Ocorreu “delas” terem apagado.

Onde estão os que escrevem histórias?
Devem estar no passado ou no tempo em que... éramos crianças.

Helder Santos
11:08 pm
16-02-2012

Um comentário:

Anônimo disse...

Hoje eu queria ser sua MULHER, queria que você meu. Adoraria encontrar a felicidade ao seu lado, dormiria com as suas mãos no meu cabelo e adormeceria escutando sua respiração. Hoje você seria meu e eu seria inteiramente sua – pensamentos, corpo e alma. Compartilharíamos o sublime do amor. Saberíamos que fomos feitos um para o outro. Sem truques, joguinhos de azar ou ironia nas meias palavras. Hoje tomaríamos aquele vinho e iriamos ver o mar sem o velho medo do perigo ou ficaríamos ouvindo música sem dizer uma só palavra. Hoje faríamos juras de amor, olharíamos um para o outro com ternura, hoje descobriríamos as mil faces do amor em brasa, hoje você me faria ser completa, me mostraria do que somos capazes. Ultrapassaríamos todas as barreiras intransponíveis. Hoje nos descobriríamos. Hoje você seria perfeito para mim e eu seria a sua menina com uma caneca laranja de café/chá nas mãos. Esqueceríamos das mágoas do passado, esqueceríamos dos encontros mal sucedidos, das palavras estúpidas, das provocações, do desamor. Hoje iria ser simplesmente hoje. Hoje não sentiria saudade de você porque estaríamos juntos, hoje nos conheceríamos, nos apaixonaríamos, hoje seríamos UM. Hoje eu seria meiga, simpática, amável, afável, doce (...) só hoje! Porque sabemos que não sou sempre assim. Hoje você continuaria sendo como sempre foi, carinhoso, compreensivo, expressivo, apaixonado pela minha petulância (...) Hoje seria o começo das nossas vidas. Hoje eu não me sentiria só. Hoje você teria certeza que eu amo mesmo você. Hoje não nos enganaríamos, não ficaríamos nos julgamentos, não nos magoaríamos. Hoje enxergaríamos que perdemos muito tempo e riríamos de como fomos ingênuos e medrosos. Hoje veríamos o sol e eu te beijaria sabendo que não tem outra esperando por você. Hoje eu ficaria o dia inteiro sem óculos escuros e você veria meus olhos vidrados e congelados. Hoje sairíamos para lanchar e eu não ficaria com ‘neuroses’ contando calorias. Hoje você não teria preocupações, horários ou compromissos. Hoje acordaríamos tarde, muito tarde! Hoje eu pegaria na sua mão sem medo de ser amada. Hoje eu acreditaria em você, de verdade. Hoje você desmistificaria a ideia fixa que eu apenas gosto do “cara que lê, é um otário e escreve poemas lindos’. Hoje eu não me arrependeria de encontrar você porque hoje você estaria completo, seria completo – não estaria nenhum pedaço ou pensamento em outra mulher. Hoje eu conseguiria falar bem rápido a palavra EXARCERBADO! Hoje, hoje, hoje. Hoje eu olharia para trás sem medo, e você estaria lá, parado e olhando para mim. Hoje eu saberia o que é se sentir segura ao lado de um homem, hoje eu perderia o medo do amor, hoje eu seguraria a sua mão e não largaria jamais. Na saúde ou na doença (...) Por todos os dias da nossa vida. Hoje poderia ser hoje ou talvez amanhã quem sabe.
Só sei que hoje eu amo você, só por hoje.

[Autor desconhecido (C.C.O.F)]