No começo é dor. Aquela dorzinha mesclada com esperança de um dia parar de doer. E daí, não é? Todo mundo já se apaixonou, quebrou a cara e está vivo, certo? Sim! Mas, não deixa de ser doloroso criar expectativas, fazer planos, sorrir junto. Quando dá certo você sorri mesmo, quando não, uma tristezazinha bate no fundo do peito – navalha – e o melhor é retroagir. Enquanto os dedos avançam aos toques sublimes do cérebro para contar mais uma vez o tema que me persegue, meu coração recua. Não o recuar suicida típico dos corações partidos, o recuar sensato de quem precisa relacionar-se melhor com suas Virtudes. É, parece que acabou. Não dói como ontem, amanhã doerá menos, semana que vem menos e ano que vem talvez nem doa. Enquanto isso, espero ansioso o magno dia do reencontro sincero entre minha dor, silenciosa gritante, e o Amor anunciado em seis letras rabiscadas numa calçada que sempre pisarei.
Helder Santos
05: 10 pm
12-06-11
2 comentários:
LINDO PROF *-*
Muito perfeito!
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