quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Escrevi pra você

Lutei com essa caixa de mensagem, não consegui vencê-la. Na verdade não consegui vencer a tal ansiedade do ritmo as vezes egoísta, outras igênuo e até nenhum dos dois sendo apenas saudade. Saudade da garota que desejo conhecer e sei ter uma rotina cansativa ao ponto de não sobrar tempo para o resto do mundo. Mas, é preciso agir assim e mostrar como a partir do momento que ela surgiu trouxe consigo um divisor de águas. Do antes vago ao depois inconcreto e possível criador de pecados por excesso sem trazer a tona pecados por falta. Confesso estar rendido, entregue ao que desconheço e me toma separando razão, instinto e emoção tão claramente que pareço conhecer tal sentimento com propriedade. É, não consegui ouvir sua voz. Misturei insegurança, medo, tristeza, angústia, desilusão, pavor. E se ela sumir? A pergunta é o que será de nós, o que será daquele momento se somos perfeitos em nossos defeitos sem sabê-los de cor. Nem faz tanto tempo. Outubro não pode ir embora levando-a consigo.

Primeiro de outubro.

Há dias que você poderia congelar o tempo, tudo é perfeito em dias assim. Se nos resta a memória eternizo na mente o primeiro reflexo da minha imagem nos seus olhos; a forma como você morde o lábio enquanto pensa; a ansiedade pela próxima palavra; o som da sua respiração. O inédito, mágico e inusitado encontro de seres inimagináveis antes.

- posso sentar ao teu lado?

- claro!

(...)Silêncio....

Enquanto o sol acelerava o calor de nossos corações fazia surgir a comprovação em não termos lembrança alguma de quem estava ao lado a igual noção de sermos desconhecidos desaparecia a cada palavra proferida com similaridade, proximidade. O sermos desconhecidos assumindo voz de “curiosidade”, intensidade, carinho no primeiro toque suave do seu rosto em minhas mãos, o simples tchau típico de pessoas que certamente não se veriam substituindo-se pelo até mais no sms que você não leria naquela noite. Beijo no rosto, insegurança em olhar pra trás, a saudade.

(...) bah, bah...calor.

- Não conseguirá colocar a cortina na janela, a mulher está agarrada com ela ai atrás.

(...) risos.

- H...

-Y...

-Prazer.

- Igualmente.

Sabe, o tempo poderia parar, aquela janela poderia nunca fechar eternizando o dia em que fomos felizes. O preenchimento naquele olhar, a sutileza daquele que sabe ser o mais especial dos seres sem precisar de mais que o silêncio fitando o horizonte pensativo de quem estava ao lado. Você tão simples e segura me fazendo rir num calmo e consentido olhar, um sorriso interno daqueles que acabaram de conhecer o amor da sua vida sem saber como será o dia seguinte. Até o dia em que seremos felizes.

Continua...

06-10-10

08:06 pm

Helder Santos

5 comentários:

Marii A. disse...

quee liiindo ! *--*

Marcele Cavalcante disse...

Adorei! cada vez melhor *-*

Carol disse...

Muuuuuuuuuuuito muito muito Lindo. Eu adorei.
Vão ter "proximos capitulos"? Que perfeito *-*

elena disse...

Peeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerfeito! *--*
Muito muito liindo!
Quero ler a continuação! :D

Helder disse...

Quero poder escrever a continuação =) Obrigado meninas =*