Eu, que raramente te vejo fiquei sem jeito. Dois olhares, uma pergunta sem sentido, uma fuga. Fugi pra um lugar que não conheço. Se também não te conheço e provavelmente não conhecerei, feliz ou infelizmente me resta à cena patética de ter te envergonhado e me envergonhado sem ao menos te dizer algo que fizesse sentido. Naquele momento de ponderação questionei minha existência e, para me sentir vivo tentei encontrar alguém mais patético do que eu nas imediações, não foi possível. Olhando ao redor tudo que eu via era um azul que me cegava. Não, não era a cor da borracha do seu aparelho, era o bolso do meu jeans, precisei de algum lugar para me esconder, então , desajeitado, enfiei a mão num dos bolsos, fingi que te encontraria mais uma vez e disse, agora procurando uma saída, como era bom te encontrar, dei as costas fingindo superioridade, tirei a mão do bolso e ainda é segunda à noite.
Helder Santos
11:01 pm
25-08-2008
2 comentários:
q delícia ler esse post, que fantástico perceber a maneira pela qual vc transforma em palavras as emoções, simplesmente amo ^^
Gostei!
=*
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