Seu olhar que me assusta
Ao deixar-me indefeso, plano.
Tão delicioso o sabor da fruta
Tocando o lábio suavemente.
Mandando embora o que me faz humano.
Sua cor e grandiosidade, a desconhecida carícia.
Descortinando o que de pior me faz melhor, malícia.
O que de tão ágil, intenso e profano,
Faz-se poesia em tom delícia.
Não desespero e ainda não dói
No peito a saudade da sua voz,
Dos beijos que não demos o sabor que se constrói,
Em palavras que já disse esperando por nós.
Helder Santos
10:38 am
21-07-2008
Nenhum comentário:
Postar um comentário